Há que ser leve sem ser superficial. Suprema alquimia. Pra vcs, o Calder:
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
dois livros e um bispo
Às vezes dá vontade
de agarrar a vida
com uma duas
dez mãos
e levar à boca
e trincar nos dentes
como uma fruta
no ponto
São dois livros para crianças que movem qqr adulto a voltar a si em busca de primórdios. Dois livros para viver a poesia e a arte conjugadas.
Roseana Murray: Fruta no ponto.
Eucanaã Ferraz: Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos.
Depois um documentário para ver quem via além.
Primeira parte: http://www.youtube.com/watch?v=0oUwX6uFoTk
Segunda parte: http://www.youtube.com/watch?v=a1gShldxygw
de agarrar a vida
com uma duas
dez mãos
e levar à boca
e trincar nos dentes
como uma fruta
no ponto
Eucanaã Ferraz: Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos.
Depois um documentário para ver quem via além.
Primeira parte: http://www.youtube.com/watch?v=0oUwX6uFoTk
Segunda parte: http://www.youtube.com/watch?v=a1gShldxygw
sábado, 26 de janeiro de 2013
Amanhecendo
Montando meu ateliê/biblioteca. Minha vida, a estrada que segue. O sol ressurge fulgurante, invadindo janelas e paredes q, agora, são de vidro. A luz toma conta de tudo. É paz, estou em mim. Um grande oceano me aguarda. Barcos, meus braços. Nadar à larga, que, agora, estou.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
+Orides Fontela
Tempo
a abrigar-se em si mesma
sem memória
O fluxo
onda ser
impede qualquer
flor de reinventar-se em
flor repetida.
O fluxo
destrona
qualquer
florde seu agora vivo
e a torna em sono.
O
universofluxo
repeleentre as flores estes
cantosfloresvidas.
__Mais
eis que a palavra
cantoflorvivênciare-nascendo perpétua
obriga o fluxo
cavalga o fluxo num milagre
de vida.
Orides Fontela
A um passo de meu próprio espírito
A um passo impossível de Deus.
Atenta ao real: aqui.
Aqui aconteço.
A um passo impossível de Deus.
Atenta ao real: aqui.
Aqui aconteço.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Poesia e Cabala
Não dava pra não comentar. Minha primeira leitura de poesia do ano vai ficar na veia: Yona Wollach, hebraica, uma hilda hilst inspirada pela cabala... Vale a pena a leitura do livro
Deixo tb estes dois links com material pra leitura:
http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=4862
e http://www.usp.br/imprensa/wp-content/uploads/16_02_2011_033.pdf
Yona e o Andrógino -- Notas Sobre Poesia e Cabala, de
Moacir Amâncio, edição Nankin/Edusp.
http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=4862
e http://www.usp.br/imprensa/wp-content/uploads/16_02_2011_033.pdf
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Todo homem e toda mulher é uma estrela
Esse vai ser o último post de 2012. Um ano de poucos
posts, mas crucialmente importante para mim. Um ano em que um caminho q sigo em
silêncio desde os 17 anos ficou mais nítido e mais largo q nunca. Um ano em que
habito uma nova casa, não só física, mas arquetipicamente falando.
2012 foi o ano da consolidação desse caminho silencioso. Às vezes de um silêncio tão profundo que eu não dava pelos meus passos tortos em direção a ele. Por esse caminho histórias foram abandonadas, outras foram erradas, mas sempre era ele ao final. Que tudo que foi passado, que foi abandonado ou que foi vivido erradamente, que tudo isso descanse em paz. Meus passos agora são largos e serenos, e as pernas tem fome de trajeto porque o coração tem fome do que vem pela frente. Eu tenho de me segurar porque o desejo forte é de me largar solta na corrente, mas não, afogar-me não é o caminho do meio.
Isso tudo, mais cedo ou mais tarde, vai render outro livro de poesia. Antes dele, tenho um jardim para cultivar e uma casa para acabar de cuidar. Agradeço acima de tudo.
Deixo como fecho, aquela que considero a música mais bonita do Raul e não é porque ela começa dizendo sobre os olhos verdes, mas porque é nas noites mais negras do ano que eu mostro minha voz e no fim é um Grande Oceano, Mãe, Filho e Luz.
Enfim: Ad Rosam per Crucem Ad Crucem per Rosam.
Um Feliz 2013 para todos.
Assim seja.
2012 foi o ano da consolidação desse caminho silencioso. Às vezes de um silêncio tão profundo que eu não dava pelos meus passos tortos em direção a ele. Por esse caminho histórias foram abandonadas, outras foram erradas, mas sempre era ele ao final. Que tudo que foi passado, que foi abandonado ou que foi vivido erradamente, que tudo isso descanse em paz. Meus passos agora são largos e serenos, e as pernas tem fome de trajeto porque o coração tem fome do que vem pela frente. Eu tenho de me segurar porque o desejo forte é de me largar solta na corrente, mas não, afogar-me não é o caminho do meio.
Isso tudo, mais cedo ou mais tarde, vai render outro livro de poesia. Antes dele, tenho um jardim para cultivar e uma casa para acabar de cuidar. Agradeço acima de tudo.
Deixo como fecho, aquela que considero a música mais bonita do Raul e não é porque ela começa dizendo sobre os olhos verdes, mas porque é nas noites mais negras do ano que eu mostro minha voz e no fim é um Grande Oceano, Mãe, Filho e Luz.
Segredo da
Luz
Os olhos verdes que piscam no escuro de céu
Filho da luz, fui nascido da lua e do sol!
Nas noites mais negras do ano eu mostro minha voz;
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham como eu!
As nuvens vagueiam no espaço sem lar nem raiz
0 ódio não é o real é a ausência do amor
Ao fim é um grande oceano, mãe, mãe filho e luz...
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham com nós!
As trevas da noite assustam escondendo o segredo da luz!
Da luz que gargalha do medo do escuro
Que é quando os meus olhos não podem enxergar!
Dia , noite,
Se é dia sou dono do mundo e me sinto filho do sol
Se é noite eu me rendo às estrelas em busca de um farol
Estrelas, estrelas,
As estrelas elas brilham como eu.
As trevas da noite...
Filho da luz, fui nascido da lua e do sol!
Nas noites mais negras do ano eu mostro minha voz;
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham como eu!
As nuvens vagueiam no espaço sem lar nem raiz
0 ódio não é o real é a ausência do amor
Ao fim é um grande oceano, mãe, mãe filho e luz...
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham com nós!
As trevas da noite assustam escondendo o segredo da luz!
Da luz que gargalha do medo do escuro
Que é quando os meus olhos não podem enxergar!
Dia , noite,
Se é dia sou dono do mundo e me sinto filho do sol
Se é noite eu me rendo às estrelas em busca de um farol
Estrelas, estrelas,
As estrelas elas brilham como eu.
As trevas da noite...
Enfim: Ad Rosam per Crucem Ad Crucem per Rosam.
Um Feliz 2013 para todos.
Assim seja.
Fernanda
Meireles, 21/12/2012
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