O livro te queima, te purifica, te coloca olho no olho do abismo. Só para raros, só para loucos. No Teatro Mágico desta vida, onde tudo, no fim, é sempre o mesmo, a grande catarse é a gargalhada mítica e tenebrosa dos Imortais, daqueles q já descobriram a grande farsa de nossa pretensa grandiosidade, daqueles q sabem que o humor bota abaixo a importância q damos às cotidianas mesquinharias q praticamos todos os dias. O humano é risível acima de tudo.
O livro de Herman Hesse em excelente edição pocket, coisa rara no Brasil:
O filme conturbado, avant garde, de Fred Haines:
http://www.youtube.com/watch?v=a4qWlqSLrs0
sábado, 27 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
filha de hermes
beijando o fio do abismo
a altura é meu
fio condutor
o espaço é minha régua
luz em manifestação
infinito
infinitude
minha natureza
sem tempo
sem espaço
filha de hermes
asas nos pés
eu vou
eu vou
sem lenço
sem documento
o sol na cara
o sol no peito
agora"eu estou"
no presente eterno "eu sou"
Fernanda Meireles, 28/06/2013
a altura é meu
fio condutor
o espaço é minha régua
luz em manifestação
infinito
infinitude
minha natureza
sem tempo
sem espaço
filha de hermes
asas nos pés
eu vou
eu vou
sem lenço
sem documento
o sol na cara
o sol no peito
agora"eu estou"
no presente eterno "eu sou"
Fernanda Meireles, 28/06/2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
meditação teosófica
Pergunta pra Blavatsky
Para ser um
poeta ocidental zen
é preciso
queimar muita lenha.
Um forno noborigama:
vc é o forno,
a lenha
e, tb, a peça de cerâmica.
Quem moldou
a peça de cerâmica?
Sei lá...
Pergunta pra Blavatsky.
Para ser um
poeta ocidental zen
é preciso
queimar muita lenha.
Um forno noborigama:
vc é o forno,
a lenha
e, tb, a peça de cerâmica.
Quem moldou
a peça de cerâmica?
Sei lá...
Pergunta pra Blavatsky.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
I'm beat
Vinho, blues e o diário de Kerouac. Minha alma beat, jeans e all star velho, canta em amplidão. Asas na estrada.
Deixo o link de um doc sobre a beat generation. Fui.
http://www.youtube.com/watch?v=Ik-4B2_QdsU
Deixo o link de um doc sobre a beat generation. Fui.
http://www.youtube.com/watch?v=Ik-4B2_QdsU
sábado, 27 de abril de 2013
outono
É outono, um frio devagar e claro de lua faz a noite recoberta de infinito silêncio. E de repente sinto despontando tímida e discreta a vontade de escrever. Vontade sumida, vontade em silêncio, pela qual, volta e meia me pergunto, mas não me cobro. Ela é o q há de mais livre em mim porque deve ser o mais verdadeiro, o mais íntegro e o mais belo.
E de repente no meio da tarde, ela me deu um alô assim um pouco distante, a meia voz, mas já se fazendo notar.
Com ela, como sempre, vem um monte de outras coisas, vozes e imagens a exigir uma alquimia q pode me custar caro. Não importa, desde muito cedo eu paguei todos os preços, empenhando até o que me era mais caro.
Eu vim aqui para o teste da vida, para a prova-dos-nove, para, no final, pagar o último preço: eu mesma. Não me importo: eu sou nada, eu sou absolutamente, nada, livre de qqr forma. Estrela explodindo na cara do universo. No fim, só a rosa solar, dourada, em pura luz.
Eu, uma quimera de um deus-menino numa tarde de outono brincando com bolinhas de gude, atirando pedrinhas ao longe, só pelo prazer de atirar. A plenitude da minha alma é ser a gargalhada desse deus-menino no meio da tarde, no meio do nada, dentro de mim.
E de repente no meio da tarde, ela me deu um alô assim um pouco distante, a meia voz, mas já se fazendo notar.
Com ela, como sempre, vem um monte de outras coisas, vozes e imagens a exigir uma alquimia q pode me custar caro. Não importa, desde muito cedo eu paguei todos os preços, empenhando até o que me era mais caro.
Eu vim aqui para o teste da vida, para a prova-dos-nove, para, no final, pagar o último preço: eu mesma. Não me importo: eu sou nada, eu sou absolutamente, nada, livre de qqr forma. Estrela explodindo na cara do universo. No fim, só a rosa solar, dourada, em pura luz.
Eu, uma quimera de um deus-menino numa tarde de outono brincando com bolinhas de gude, atirando pedrinhas ao longe, só pelo prazer de atirar. A plenitude da minha alma é ser a gargalhada desse deus-menino no meio da tarde, no meio do nada, dentro de mim.
sábado, 2 de março de 2013
I celebrate Walt Whitman
today
with all my forces
I celebrate Walt Whitman
A celebration
A song of myself
with all my forces
I celebrate Walt Whitman
A celebration
A song of myself
Para ver: https://www.youtube.com/watch?v=uOo4kqkhYag
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Um exército pela estrada
Apenas vamos pela estrada eu e esse exército de outros eus q sou eu em forma plural. Todos soldados comigo à frente, muitos maltrapilhos, outros feridos, outros envaidecidos por glórias conquistadas, outros vis por saques surdinamente empreendidos. Vamos pela estrada como que voltando de uma guerra, a guerra de ser. Uma guerra cotidiana, sob sol, chuva, calor ou frio.
Uma guerra sem propósito algum, mas uma guerra q precisa ser feita até que ela mesma se consuma e, ao final, se deposite nas mãos do não-ser a espada cansada empunhada por um braço mutilado.
Uma guerra sem propósito algum, mas uma guerra q precisa ser feita até que ela mesma se consuma e, ao final, se deposite nas mãos do não-ser a espada cansada empunhada por um braço mutilado.
Fernanda Meireles, 12.02.2013
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