terça-feira, 19 de novembro de 2013
Um pouco da Professora Fernanda
Deixo aqui, para quem se interessar, um pouco do que tem sido meu trabalho no ensino público no brasileiro. Trata-se de um livro em que relato minha experiência como professora de turmas de Laboratório de Aprendizagem. O material analisado é resultado do trabalho
desenvolvido na rede municipal de educação de Juiz de Fora, MG. O relato cobre
aspectos do processo de construção da leitura e da escrita por alunos inscritos
neste tipo de turma, especificamente, alunos com histórico de problemas de
aprendizagem que resultaram em defasagem na relação idade/série. A maioria
pertencia, principalmente, ao quarto, quinto e sexto anos do ensino
fundamental. Dentre os alunos participantes, alguns apresentavam distúrbios de
aprendizagem relativos à capacidade de linguagem, tais como dislexia, surdez, dislalia, etc. Quem se interessar, é só enviar e-mail para nandameireles@gmail.com. Não há custo porque o livro foi financiado com verba do Fundo de Apoio à Pesquisa no Ensino Básico _ FAPEB e, isso implica na não comercialização.
domingo, 22 de setembro de 2013
O último cabalista de Lisboa
A velocidade de postagens neste blog anda bem lenta, mas isso é por conta de outras incursões minhas em outros territórios, distintos, entretanto afins à literatura.
Para compensar isso, que não é distância, mas viagem em paralelo, das duas retas q se encontram no infinito, deixo aqui o relato de minha leitura de O Último Cabalista de Lisboa, escrito pelo judeu americano, naturalizado português, Richard Zimler.
O livro é uma reconstrução histórica dos confrontos produzidos pela Inquisição portuguesa na Lisboa no ano de 1506. Fatos e personagens reais e fictícios mesclam-se numa narrativa que descreve, às vezes de forma ácida, o massacre de judeus em um Portugal governado por um Dom Manuel complacente e covarde. Em termos de enredo policial e de suspense, o livro cumpre aquilo que é - um livro que segue roteiros tradicionais de literatura policial porque não pretende ter como leitor o erudito, mas a massa. Entretanto, como reconstrução histórica é muuiito bom. Constitui, para nós no Brasil contemporâneo, infelizmente, um livro de leitura obrigatória porque mostra a que ponto o fanatismo religioso, insuflado por intenções políticas e econômicas, pode levar um país.
Fernanda Meireles, 22.09.2013
Para compensar isso, que não é distância, mas viagem em paralelo, das duas retas q se encontram no infinito, deixo aqui o relato de minha leitura de O Último Cabalista de Lisboa, escrito pelo judeu americano, naturalizado português, Richard Zimler.
O livro é uma reconstrução histórica dos confrontos produzidos pela Inquisição portuguesa na Lisboa no ano de 1506. Fatos e personagens reais e fictícios mesclam-se numa narrativa que descreve, às vezes de forma ácida, o massacre de judeus em um Portugal governado por um Dom Manuel complacente e covarde. Em termos de enredo policial e de suspense, o livro cumpre aquilo que é - um livro que segue roteiros tradicionais de literatura policial porque não pretende ter como leitor o erudito, mas a massa. Entretanto, como reconstrução histórica é muuiito bom. Constitui, para nós no Brasil contemporâneo, infelizmente, um livro de leitura obrigatória porque mostra a que ponto o fanatismo religioso, insuflado por intenções políticas e econômicas, pode levar um país.
Fernanda Meireles, 22.09.2013
domingo, 18 de agosto de 2013
O Som da Montanha
Meu segundo Kawabata. Depois de "Beleza e Tristeza", ler "O Som da Montanha" é encontrar um Kawabata mais lírico e mais depurado ainda. E isso, em se tratando de Kawabata, é um exercício de maestria do qual se é difícil se aproximar porque a obra é construída com tal esmero q temos plena vivência da fronteira em q vive o personagem Shingo Ogata, nos perdendo dentro de seus conflitos nos quais sua mente que se quer lançar no que está além do mundo cotidiano e uma vida cotidiana q o clama para bx, para o confronto com os demônios pessoais de uma família em esfacelamento.É mais q um romance sobre o Japão pós segunda guerra, é mais q um romance sobre um homem velho q nada mais quer q viver em contemplação o que lhe resta da beleza e do erotismo desta vida. É um livro sobre estar aqui e se saber não ser daqui, mas ainda assim querer beber até a última gota, pois foi para isso q viemos. E fazer isso com suprema simplicidade, que é a arte de estar não sendo, que é a arte de manejar a espada da ação como um pintor maneja o pincel na construção do delicado traço. É preciso ter acima de tudo o domínio da força. Isso é o Som da Montanha.
Fernanda Meireles, 18/08/2013.
Fernanda Meireles, 18/08/2013.
sábado, 27 de julho de 2013
O Lobo da Estepe
O livro te queima, te purifica, te coloca olho no olho do abismo. Só para raros, só para loucos. No Teatro Mágico desta vida, onde tudo, no fim, é sempre o mesmo, a grande catarse é a gargalhada mítica e tenebrosa dos Imortais, daqueles q já descobriram a grande farsa de nossa pretensa grandiosidade, daqueles q sabem que o humor bota abaixo a importância q damos às cotidianas mesquinharias q praticamos todos os dias. O humano é risível acima de tudo.
O livro de Herman Hesse em excelente edição pocket, coisa rara no Brasil:
O filme conturbado, avant garde, de Fred Haines:
http://www.youtube.com/watch?v=a4qWlqSLrs0
O livro de Herman Hesse em excelente edição pocket, coisa rara no Brasil:
O filme conturbado, avant garde, de Fred Haines:
http://www.youtube.com/watch?v=a4qWlqSLrs0
sexta-feira, 28 de junho de 2013
filha de hermes
beijando o fio do abismo
a altura é meu
fio condutor
o espaço é minha régua
luz em manifestação
infinito
infinitude
minha natureza
sem tempo
sem espaço
filha de hermes
asas nos pés
eu vou
eu vou
sem lenço
sem documento
o sol na cara
o sol no peito
agora"eu estou"
no presente eterno "eu sou"
Fernanda Meireles, 28/06/2013
a altura é meu
fio condutor
o espaço é minha régua
luz em manifestação
infinito
infinitude
minha natureza
sem tempo
sem espaço
filha de hermes
asas nos pés
eu vou
eu vou
sem lenço
sem documento
o sol na cara
o sol no peito
agora"eu estou"
no presente eterno "eu sou"
Fernanda Meireles, 28/06/2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
meditação teosófica
Pergunta pra Blavatsky
Para ser um
poeta ocidental zen
é preciso
queimar muita lenha.
Um forno noborigama:
vc é o forno,
a lenha
e, tb, a peça de cerâmica.
Quem moldou
a peça de cerâmica?
Sei lá...
Pergunta pra Blavatsky.
Para ser um
poeta ocidental zen
é preciso
queimar muita lenha.
Um forno noborigama:
vc é o forno,
a lenha
e, tb, a peça de cerâmica.
Quem moldou
a peça de cerâmica?
Sei lá...
Pergunta pra Blavatsky.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
I'm beat
Vinho, blues e o diário de Kerouac. Minha alma beat, jeans e all star velho, canta em amplidão. Asas na estrada.
Deixo o link de um doc sobre a beat generation. Fui.
http://www.youtube.com/watch?v=Ik-4B2_QdsU
Deixo o link de um doc sobre a beat generation. Fui.
http://www.youtube.com/watch?v=Ik-4B2_QdsU
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