sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Todo homem e toda mulher é uma estrela

           Esse vai ser o último post de 2012. Um ano de poucos posts, mas crucialmente importante para mim. Um ano em que um caminho q sigo em silêncio desde os 17 anos ficou mais nítido e mais largo q nunca. Um ano em que habito uma nova casa, não só física, mas arquetipicamente falando.
                2012 foi o ano da consolidação desse caminho silencioso. Às vezes de um silêncio tão profundo que eu não dava pelos meus passos tortos em direção a ele. Por esse caminho histórias foram abandonadas, outras foram erradas, mas sempre era ele ao final. Que tudo que foi passado, que foi abandonado ou que foi vivido erradamente, que tudo isso descanse em paz. Meus passos agora são largos e serenos, e as pernas tem fome de trajeto porque o coração tem fome do que vem pela frente. Eu tenho de me segurar porque o desejo forte é de me largar solta na corrente, mas não, afogar-me não é o caminho do meio.
                Isso tudo, mais cedo ou mais tarde, vai render outro livro de poesia. Antes dele, tenho um jardim para cultivar e uma casa para acabar de cuidar. Agradeço acima de tudo.
                Deixo como fecho, aquela que considero a música mais bonita do Raul e não é porque ela começa dizendo sobre os olhos verdes, mas porque é nas noites mais negras do ano que eu mostro minha voz e no fim é um Grande Oceano, Mãe, Filho e Luz. 

                Segredo da Luz

Os olhos verdes que piscam no escuro de céu
Filho da luz, fui nascido da lua e do sol!
Nas noites mais negras do ano eu mostro minha voz;
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham como eu!
As nuvens vagueiam no espaço sem lar nem raiz
0 ódio não é o real é a ausência do amor
Ao fim é um grande oceano, mãe, mãe filho e luz...
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham com nós!
As trevas da noite assustam escondendo o segredo da luz!
Da luz que gargalha do medo do escuro
Que é quando os meus olhos não podem enxergar!
Dia , noite,
Se é dia sou dono do mundo e me sinto filho do sol
Se é noite eu me rendo às estrelas em busca de um farol
Estrelas, estrelas,
As estrelas elas brilham como eu.
As trevas da noite...

Link para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=wJjZBZvJD5w (foi o melhorzinho q eu encontrei).
Enfim: Ad Rosam per Crucem Ad Crucem per Rosam.

Um Feliz 2013 para todos.

                Assim seja.

                               Fernanda Meireles, 21/12/2012
 

sábado, 24 de novembro de 2012

A morte na luz da manhã

      Hoje eu vi a morte nos olhos de uma sabiazinha que se chocou contra o vidro da minha sala. Eu estava acordada, mas ainda na minha cama e ouvi o barulho. Corri, preocupada em ser um dos vidros da sala q talvez se tivesse quebrado como ocorreu há meses atrás. Mas não. Era uma sabiazinha que havia se chocado contra ele e estava morrendo no chão da minha varanda dos fundos. Ela agonizava no chão enquanto o  parceiro assistia às minhas tentativas de reanimaçao pousado na obra ao lado.
      Eu vi, nos olhos dela, a vida se esvaindo. O respirar compassado e lento, o sangue saindo pelo bico e a vida indo embora nos olhos. É a segunda vez q eu vejo a morte nos olhos. A primeira foi nos olhos do meu pai.
     Poderia ser apenas a morte de um pássaro. Mas ela morreu olhando  nos meus olhos.
     Eu apenas dizia "vai com Deus'" enquanto, com as mãos, tentava transmitir-lhe paz.
     Eu me senti a pior das pessoas. Eu me lembrei de seu canto e me senti a pior das pessoas.
     O macho foi embora depois q eu joguei o corpo inerte na mata aos fundos de casa.
     Mas o olhar está comigo.
     Uma mesma falta nos habita a partir de hoje.
     Peço perdão por ter uma sala de vidro.
     Eu sei que o vidro é transparente. Eu sei que a verdade é transparente. Mas, hoje, mais do que nunca, eu descobri que a transparência da verdade pode matar qqr um que se aventure num vôo cego.   
          Eu, se morrer como ela, inebriada pela luz da manhã do espírito, morro feliz.
         Melhor voar e correr o risco de morrer q nunca ter tentado sair do lugar, mesmo que seja um vôo cego e suicida, mas coroado pela luz da manhã.
         Obrigada por ter me ensinado isso tudo.

domingo, 18 de novembro de 2012

Sísifo no bar

       De Grécias longíquas e Egitos atemporais, minha voz revela o humano, demasiado humano, fracasso de dizer o essencial, o exato essencial. Um brinde a esse pérpetuo fracasso humano. Por conta dele, erguemos civilizações e queimamos almas em praça pública. Hoje, minguamos devagar, em depressivos conta-gotas ou nos metralhamos nas ruas. Fracassaremos sempre, até não ser mais necessário tentar nada. Até lá levaremos nossa obra até os píncaros para, em seguida, vê-la despencar abismo abaixo. Dia-a-dia, sisificamente, cumprimos nossa humana sina.
       Ei garçon, desce mais uma que amanhã é segunda, depois de um feriadão, e eu me recuso a ver o Domingão.
       Salve Quintana. Salve.
                                                          Fernanda Meireles

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O canto da coruja

         Quando os meus passos se mostram diferentes, minha cabeça vai alta e tranquila. Uma alquimia ainda inexata age nos horizontes do que sou, ampliando e aprofundando-os.
       Na madrugada, acordo e da minha janela vejo o silêncio absoluto que engendra o novo dia. Há uma força em suspensão na madrugada que não deixa nada se mover, nenhuma folha de árvore na mata, nenhum grilo no chão, ousam deflorar esse silêncio. Então deixo meu ser repousar nesse absoluto, nessa amplidão e nessa profundidade. E ele se alarga, rompendo muitas fronteiras que,durante o dia, o aprisionaram. Comungo do mistério que prepara o dia.
        Meus olhos, respeitosos, mergulham na escuridão e no silêncio. Minhas mãos tentam tocá-los em vão. Só me resta esse texto, relato iniciatório.
        Devagar e em silêncio essa alquimia me faz vislumbrar grandes abismos de um terror absoluto e doce nos quais morrer é viver  maior. Nesse silêncio quero me transmutar, me consubstanciar. Que essa minha alquimia inexata a ele me leve, minha oppus magna, silêncio e absoluto. Assim seja.
                                                                      Fernanda Meireles, 16/11/2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dando as caras

Primeiro post na casa nova. Enfim tenho net. Mas o tempo sem ela valeu. Andei pela minha estante como nunca.
Retorno com Fernando Pessoa, como não poderia deixar de ser.

«Com dia teço a noite,
Com noite escrevo o dia...
Ó Universo, eu sou-te!»
(Sombra de luz na bruma fria,
Que é este archote?
Que mão o tem e o guia?)


«Não me chamo o meu nome...
Sou de ti, mundo-não,
Ser mente em ti eu sou-me!»
(De quem esta voz-clarão?
D’O que tem por cognome
O ser da imensidão)
  


Na voz de Bethânia: https://www.youtube.com/watch?v=gWI1gs0dJYk 

e de Abujamra: https://www.youtube.com/watch?v=6sLN8Ez5q6E&list=PL5B9C892DDC01834B&index=30&feature=plpp_video 

sábado, 23 de junho de 2012

+ Drummond

LIVRARIA ALVES
Primeira livraria, Rua da Bahia.
A Carne de Jesus, por Almáquio Diniz
(não leiam! obra excomungada pela Igreja)
rutila no aquário da vitrina.
Terror visual na tarde de domingo.

Volto parao colégio. O título sacrílego
relampeja na consciência.
Livraria, lugar de danação,
lugar de descoberta.

Um dia, quando? Vou entrar naquela casa
vou comprar
um livro mais terrível que o de Almáquio
e nele me perder - e me encontar.

sábado, 16 de junho de 2012

Raízes

          Quando colegial, como eu gostava do cheiro úmido das raízes dos vegetais! Porém, ao lado desse mundo natural, queriam fazer-me acreditar no mundo seco das raízes quadradas, que para mim tinham algo de incompreensíveis signos de linguagem marciana. Mas a tortura máxima eram as raízes cúbicas.  Felizmente agora o robôs tomaram conta disso e de outras coisas parecidas com eles... Felizmente não mais existe o meu velho professor de matemática. Senão ele morreria aos poucos  de raiva e frustração por se ver sobrepujado, por me ver continuando a fazer coisas aparentemente insólitas porque não constam de currículos e compêndios, porque agora, meu caro professor, agora o marciano sou eu mesmo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Memórias de menina cantadas no Boitempo

O ORIGINAL E  A CÓPIA
No dia infindável,
no centenário banco de farmácia,
discutem passarinho
como se fose política municipal.
Carece discutir alguma coisa,
senão o tempo vira mármore
roído, desbotado; de jazigo.


Discute-se a vária cor do sabiá,
o vôo particular do sabiá,
superior à flauta de Lilíngue.
Protesta Lilíngue,
retira-se, flautista, indignado.
Silêncio de sem-jeito.
Seu Paulinho Apóstolo rompe - mal-estar:
--De todos os sabiás da redondeza
(e abrange, mãos em concha, o orbe terráqueo),
desde o coleira ao laranjeira,
o que eu destaco pela melodia,
que é dom de Deus, sei lá, de anjos cantores,
é o sabiacica.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Memórias de menina cantadas no Boitempo

DOIDO
O doido passeia
pela cidade sua loucura mansa.
É reconhecido seu direito
à loucura. Sua profissão.
Entra e come onde quer. Há níqueis
reservados para ele em toda casa.
Torna-se o doido municipal,
respeitável como o juiz, o coletor,
os negociantes, o vigário.
O doido é sagrado. Mas se endoida
de jogar pedra, vai preso no cubículo
mais tétrico e lodoso da cadeia.

sábado, 21 de abril de 2012

Eu hoje


Ainda sobre a hipocrisia e a educação


Polêmica ou ignorância?

Discussão sobre livro didático só revela ignorância da grande imprensa

Marcos Bagno Universidade de Brasília
Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela – devidamente fossilizada e conservada em formol – que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.
Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro doconjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantados para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.
A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai. Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).
Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?
 Fonte:  http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=745

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Poesia e emoção

          O palavrão é a mais espontânea forma de poesia. Brota do fundo d'alma e maravilhosamente ritmada. Se isto indigna o leitor e ele solta sem querer uma daquelas, veja o belo verso que lhe saiu, com as características do próprio: ritmo e emoção __ sem o que, meu caro senhor, não há poesia. Escute, não perca discussão de rua, especialmente entre comadres italianas, e se verá então em plena poesia dramática de empalidecer de inveja o maravilhoso e refinado Racine, mas não o bárbaro Shakespeare, igualmente mravilhoso, embora destrambelhado de boca.
       Por isso é que não nos toca a poesia feita a frio, de fora para dentro, mas a que surge do coração como um grito, seja de amor, de dor, de ódio, espanto ou encantamento.

sábado, 14 de abril de 2012

A sociedade brasileira, a educação e a hipocrisia.

Eu tinha prometido que não ia dar asas a esse absurdo, mas não consigo ficar calada. Sou professora há anos da Escola Municipal Cecília Meireles, aqui de Juiz de Fora. Uma escola reconhecida pela excelência de seu trabalho, com premiações diversas, inclusive premiação internacional.
Uma escola que tem passado com excelência pelas avaliações propostas pela politica nacional de educação, com alto d
esempenho no ideb, por exemplo (deixando de lado aqui minhas reservas quanto a modelos e objetivos dessas avaliações) .
Uma escola em que a leitura e a literatura fazem parte do cotidiano dos alunos. Meus alunos do sexto ano lêem Julio Verne, João Ubaldo Ribeiro, Victor Hugo, Drummond, Quintana, Leminski...
Uma escola com uma biblioteca funcionando e que faz inveja a muitas escolas particulares.
E hoje nosso trabalho foi totalmente desconsiderado numa reportagem tendenciosa que não buscou saber da contextualização do trabalho motivador da notícia.
Na nossa escola trabalhamos com gêneros literários diversos, dentre eles a crônica, a qual tem como uma de suas características principais a ficcionalização da realidiade, o discurso próximo da coloquialidade, num misto de jornalismo e ficcção. Um gênero em que a linguagem deve ser uma das marcas do fato, da cena em narração.
E quando efetivamente nossos alunos produzem crônicas, e não textos artificiais, é isso que recebemos?
Trabalhamos com o acervo que o próprio governo nos manda e, portanto, em nossas estantes, graças a Deus, temos o melhor da literatura brasileira e os grandes clássicos. Nas nossas estantes temos Rubem Fonseca.
E quando abrimos espaço para discutir, através de normas e variações linguísticas, o processo de violência simbólica que perpassa as relações humanas na contemporaneidade, somos assim tratados?
Nós não nos negamos a mostar os textos, tanto que a reportagem os filmou.
Tenho tanta tranquilidade com meu trabalho nessa escola que quando entrei em sala hoje à tarde e fui conversar com os alunos sobre a reportagem, as palavras que mais ouvi deles foram audiência e covardia.
Essas palavras só me provam que o nosso trabalho está no caminho certo.
Eles estão sabendo assitir à TV e entender a palavra manipulação.
Que nós professores continuemos assim.
A propósito, no vídeo exibido pela net, não vi a defesa da diretora e do professor. Por quê
?
megaminas.globo.com

Fernanda Meireles  14/02/2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

+Pessoa

Depus a máscara e vi-me ao espelho… 
Era a criança de há quantos anos. 
Não tinha mudado nada... 
   
É essa a vantagem de saber tirar a máscara. 
É-se sempre a criança, 
O passado que foi 
A criança. 
   
Depus a máscara, e tornei a pô-la. 
Assim é melhor, 
Assim sou a máscara. 
   
E volto à personalidade como a um términus de linha.